Teoria da Tectônica de Placas
A teoria da tectónica de placas tem a sua origem no inicio do século XX com a idéia da deriva dos continentes propostas por Alfred Wegener. Na base desta teoria esteve a observação de que os continentes africano e sul americano se podiam ajustar como peças de um puzle.
Essa teoria postula que Crosta terrestre, mais precisamente a Litosfera- que engloba toda a Crosta e a parte superior do Manto até cerca de 100 km de profundidade - está quebrada em um determinado número de placas rígidas, que se deslocam com movimento horizontais, que podem ser representados como rotações com respeito ao eixo que passa pelo centro da Terra.
Essas movimentações ocorrem porque a Litosfera, mais leve e fria, praticamente ‘flutua’ sobre o material mais quente e denso e parcialmente fundido, existente no topo da Astenosfera. É nessa parte viscosa, dos primeiros 200 km da Astenosfera, que são geradas as correntes de convecção, supostamente o mecanismo que proporciona a movimentação das placas tectônicas.
As placas deslizam ou colidem uma contra as outras a uma velocidade variável de 1 a 10 cm por ano. Nas regiões onde elas se chocam ou se atritam, crescem os esforços de deformação nas rochas. Este tipo de cadeias de montanhas, também referidas de colisão intercontinental, resulta da aproximação e posterior colisão de duas margens continentais anteriormente separadas por um espaço com litosfera oceânica. E periodicamente nesses pontos, acontecem os grandes terremotos. Justamente nos limites das placas tectônicas, ao longo de faixas estreitas e contínuas, é que se concentra a maior parte da Sismicidade de toda a terra. É também próximo das bordas das placas que o material fundido (magma), existente no topo da Astenosfera, ascende até a superfície e extravaza - se ao longo de fissuras, ou através de canais para formar os vulcões. Apesar de os terremotos e vulcões normalmente ocorrem próximo aos limites das placas, excepcionalmente, podem acontecer super terremotos nas regiões internas das placas.
Fundamentalmente existem três tipos de contactos entre as placas tectônicas proporcionados por movimentações com sentido divergente, convergente, de deslocamento horizontal ou falha transformante.
A litosfera da Terra está retalhada em sete placas principais e várias placas menores. Estas placas movem-se com velocidades relativas da ordem dos cm/ano (embora haja algumas que se desloquem a velocidades da ordem da dezena de cm/ano). Esta velocidade é importante, não só porque é reduzida, mas também porque permite que as placas se desloquem por grandes distâncias, à escala de tempo geológico. A 1 cm/ano, ao fim de um milhão de anos acumula-se um deslocamento de 10 km. A importância de ser uma velocidade reduzida adevém do facto de que a esta taxa de deslocamento. A Astenosfera tem um comportamento ductil e permite,... para períodos da ordem centenas de milhões de anos, a construção de estruturas do tipo das extensas bacias oceânicas e as cadeias de montanhas. É talvez bom recordar que, se não fosse esta capacidade “reconstructiva” proporcionada pelo movimento das placas, a erosão meteorológica já teria aplanado quase completamente, senão mesmo completamente, os continentes e não restaria quase nenhuma superfície acima do nível do mar.
Referências bibliográficas
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tect%C3%B3nica_de_placas
Fonte: Fascículo de Geologia geral e histórica- Bernácia Zita Benguela 2008. ISCED-HUAMBO
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