Descoberta paleontológica aluno da FUNIBER. Luanda, Angola
11 de agosto de 2011. Luanda, Angola
Uma importante descoberta paleontológica foi realizada ao sul da cidade de Luanda em Angola, pelo pesquisador José Luiz Rodrigues Neves, aluno do curso de Mestrado em Gestão e Auditorias Ambientais em Ciência e Tecnologia Marinha, da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).
A descoberta realizada pelo pesquisador é de extrema importância para a Paleontologia internacional, pois se trata do primeiro fóssil de um réptil marinho encontrado no continente africano.
A notícia foi amplamente divulgada em Angola, sendo reportada pela primeira vez no site de notícias Agência Angola Press (ANGOP). Segue abaixo a íntegra da reportagem:
Um fóssil de réptil gigante marinho, um dos maiores predadores de todos os tempos, com pelo menos 10 metros de comprimento, foi descoberto em Angola num sítio paleontológico, pelo pesquisador brasileiro José Luíz Neves, anunciou à Angop, em Luanda, o próprio.
Ao avançar o fato, o pesquisador declarou que em vida o achado pesava mais de 10 toneladas e localizou o fóssil na orla marítima da barra do Kwanza (Luanda) a 170 quilômetros de Luanda, entre os rios Kwanza e Longa.
"Sinto-me extremamente agraciado por essa descoberta e serve como retribuição ao país que me acolheu de braços abertos para colaborar no seu desenvolvimento", exteriorizou-se.
De acordo com o perito, até prova em contrário, esse Pliossauro, que foi o maior predador de todos os tempos, será o primeiro fóssil de réptil marinho encontrado em África, outros espécies do gênero foram achadas na Inglaterra, Noruega, Austrália e Alasca.
A nova espécie foi descoberta na província do Bengo, a 70 quilômetros de Luanda, em 2005. Mas só agora os cientistas concluíram e publicaram os estudos.
Os pesquisadores trabalhavam com sedimentos marinhos à procura de fósseis de animais vertebrados quando se surpreenderam ao encontrar o braço de um dinossauro.
“Foi uma surpresa muito agradável. Assim que o vi, percebi que se tratava de um dinossauro por causa da sua anatomia única e pelo seu tamanho. O animal teria 13 metros de comprimento se estivesse completo. Todos aqueles pormenores anatômicos indicam que é para já uma nova espécie e que viveu há cerca de 90 milhões de anos”, relata o paleontólogo da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus.
A nova espécie recebeu o nome de Angolatitan Adamastor, numa referência à mitologia portuguesa, como explica o cientista, “Angolatitan significa o gigante de Angola. Adamastor era o nome que se dava aos gigantes que afundavam os navios portugueses na costa africana na mitologia portuguesa”.
O Angolatitan Adamastor pertence ao grupo dos saurópodes, que são dinossauros gigantes, de pescoço comprido, quadrúpedes e que se alimentam de vegetais. Segundo Octávio Mateus, animais pertencentes a este grupo eram tidos como extintos, naquela época.

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